quinta-feira, 28 de julho de 2011
Representante Nêmes Luiz em reunião da Gestão Compartilhada de Venda Nova. Encontro foi realizado para discutir os problemas da região e debater soluções
Em visita ao Rotary Club BH Venda Nova
Líder da comunidade Nêmes Luiz comemora aniversário de um morador da região de Venda Nova
Nêmes Luiz em reunião com a presidente da Clínica Maria Helena, na Região de Venda Nova
Presente em evento pela luta dos direitos da Comunidade Negra
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Programação da 11ª Conferência Municipal de Saúde
Fique por dentro de toda a programação da 11ª Conferência Municipal de Saúde, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de julho, no Minas Centro.
22 de julho de 2011 – sexta-feira
17h – Início do credenciamento dos delegados
19h – Leitura e aprovação do regimento interno da 11ª Conferência
19h30 – Abertura oficial
20h30 – Conferência de abertura: “Todos usam o SUS!”
Conferencista: Helvécio Miranda Magalhães Júnior – Secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde
21h30 – Coquetel de abertura
23 de julho de 2011 – sábado
8h – Reinicio do credenciamento dos delegados e café da manhã
8h30 – Prática de Lian Gong
9h – Mesa temática: “Acesso e acolhimento com qualidade – um desafio para o SUS”
Palestrantes:
- Marta Auxiliadora Ferreira –2ª Secretária do CMS-BH (15’)
- Willer Marcos Ferreira – Representação de usuários (15’)
- Welson Alexandre Santos – Conselheiro Municipal de Saúde (30’)
- Marcelo Gouvêa Teixeira – Secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte (30’)
10h30 – Orientações da Comissão Organizadora para os grupos de trabalho e encerramento do credenciamento de delegados
10h45 – Grupos de trabalho – salas específicas
12h30 – Almoço
13h30 – Grupos de trabalho – salas específicas
16h – Encerramento dos grupos de trabalho, prazo final para entrega de moções e café da tarde
16h30 – Reunião das 5 Comissões Especiais de Relatoria – salas específicas
18h – Reunião da Comissão Temática e de Relatoria
24 de julho 2011 – Domingo
8h – Café da manhã
8h30 – Prática de Lian Gong
9h – Plenária Final
12h – Almoço
13h30 – Apresentação da Banda SUScesso
14h – Plenária Final
16h – Café da tarde
16h30 – Escolha de delegados para a 7ª Conferência Estadual de Saúde
18h – Encerramento da 11ª Conferência
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 12:21 0 comentários
PDT-BH cria modelo de informativo oficial
Mais uma vez saindo na frente, o Partido Democrático Trabalhista de Belo Horizonte cria seu informativo oficial para divulgar aos seus filiados belorizontinos todos os acontecimentos pertinentes, de uma forma bem mais organizada!
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 12:12 0 comentários
terça-feira, 12 de julho de 2011
Parceria em áreas sociais
Projetos de lei da Prefeitura de Belo Horizonte preveem a transferência da construção e conservação de postos de saúde e de escolas de ensino infantil para a iniciativa privada
A Prefeitura de Belo Horizonte quer transferir para a iniciativa privada a construção e conservação de postos de saúde e escolas de ensino infantil. A mudança depende da aprovação de dois projetos de lei, um para cada área, que serão enviados à Câmara Municipal em agosto, no retorno dos vereadores do recesso do meio do ano.
A intenção da prefeitura é estabelecer, pelo prazo de 20 anos, parcerias público-privadas (PPPs) com empresas escolhidas por licitação, que receberiam do município para construção e prestação de serviços de limpeza e manutenção. Os projetos a serem encaminhados à Câmara vão estabelecer que o vencedor da disputa ficará automaticamente responsável tanto pela construção quanto pela manutenção dos postos e escolas.
Os números envolvendo as PPPs nos dois setores ainda não foram fechados. No entanto, segundo o vereador Adriano Ventura (PT), que pertence à base do prefeito Marcio Lacerda (PSB) no Legislativo, na área da educação, a expectativa do município é de que sejam gastos R$ 150 milhões com a construção de unidades municipais de ensino infantil (Umei) para atendimento a 14 mil crianças.
O petista, juntamente com outros 36 dos 41 vereadores, participou ontem de reunião com Lacerda para discutir os projetos. A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura para detalhamento da economia prevista com a implantação das PPPs, mas a resposta foi que não havia informações sobre o encontro.
Segundo Adriano Ventura, o prefeito anunciou na reunião que a contratação das empresas terá como base a Lei Federal 11.079, que regulamenta licitação para contração de parcerias público-privadas. No encontro, Lacerda afirmou aos parlamentares que, com as PPPs, o tempo de construção de um posto de saúde ou escola será reduzido de 15 para sete meses.
O prefeito disse ainda esperar que a primeira parceria público-privada para o setor da saúde seja fechada em novembro. “Foi nos dada a garantia de que a administração dos serviços médicos e de ensino não entrarão nas PPPs”, disse Adriano. O vereador Ronaldo Gontijo (PPS), que também participou da reunião com Lacerda, afirmou que postos e escolas que funcionam atualmente em imóveis alugados ou que estão depredados serão transferidos para prédios novos, a serem construídos pelas PPPs, que serão regulamentadas nos projetos de lei.
Também presente no encontro, o vereador Arnaldo Godoy (PT) cobrou o impacto que as PPPs exercerão sobre as finanças da prefeitura. Marcio Lacerda ficou de enviar os dados ao parlamentar. “Não sou contra por princípio. Quero apenas saber quanto isso vai custar aos cofres públicos, e se isso vai comprometer as finanças do município pelos próximos anos”, ponderou Godoy.
Não participaram do encontro com Lacerda os vereadores Cabo Júlio (PMDB) e Iran Barbosa (PMDB), ambos da oposição, e Neusinha Santos (PT), e Elias Murad (PSDB), os dois por problemas de saúde.
Saiba mais
O que são as ppps
As parcerias público-privadas (PPP) são acordos fechados entre prefeituras, estados ou União com a iniciativa privada para obras e prestação de serviços. O poder público e as empresas definem as responsabilidades de cada um e a forma de remuneração do investimento. O objetivo é tentar reduzir gastos públicos. Conforme a legislação, os contratos de concessão não podem ter prazo menor que cinco anos e não superior a 35 anos. Em Belo Horizonte, o Hospital do Barreiro, que ainda está em construção, é um dos primeiros projetos do município implementado por PPP.
A intenção da prefeitura é estabelecer, pelo prazo de 20 anos, parcerias público-privadas (PPPs) com empresas escolhidas por licitação, que receberiam do município para construção e prestação de serviços de limpeza e manutenção. Os projetos a serem encaminhados à Câmara vão estabelecer que o vencedor da disputa ficará automaticamente responsável tanto pela construção quanto pela manutenção dos postos e escolas.
Os números envolvendo as PPPs nos dois setores ainda não foram fechados. No entanto, segundo o vereador Adriano Ventura (PT), que pertence à base do prefeito Marcio Lacerda (PSB) no Legislativo, na área da educação, a expectativa do município é de que sejam gastos R$ 150 milhões com a construção de unidades municipais de ensino infantil (Umei) para atendimento a 14 mil crianças.
O petista, juntamente com outros 36 dos 41 vereadores, participou ontem de reunião com Lacerda para discutir os projetos. A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura para detalhamento da economia prevista com a implantação das PPPs, mas a resposta foi que não havia informações sobre o encontro.
Segundo Adriano Ventura, o prefeito anunciou na reunião que a contratação das empresas terá como base a Lei Federal 11.079, que regulamenta licitação para contração de parcerias público-privadas. No encontro, Lacerda afirmou aos parlamentares que, com as PPPs, o tempo de construção de um posto de saúde ou escola será reduzido de 15 para sete meses.
O prefeito disse ainda esperar que a primeira parceria público-privada para o setor da saúde seja fechada em novembro. “Foi nos dada a garantia de que a administração dos serviços médicos e de ensino não entrarão nas PPPs”, disse Adriano. O vereador Ronaldo Gontijo (PPS), que também participou da reunião com Lacerda, afirmou que postos e escolas que funcionam atualmente em imóveis alugados ou que estão depredados serão transferidos para prédios novos, a serem construídos pelas PPPs, que serão regulamentadas nos projetos de lei.
Também presente no encontro, o vereador Arnaldo Godoy (PT) cobrou o impacto que as PPPs exercerão sobre as finanças da prefeitura. Marcio Lacerda ficou de enviar os dados ao parlamentar. “Não sou contra por princípio. Quero apenas saber quanto isso vai custar aos cofres públicos, e se isso vai comprometer as finanças do município pelos próximos anos”, ponderou Godoy.
Não participaram do encontro com Lacerda os vereadores Cabo Júlio (PMDB) e Iran Barbosa (PMDB), ambos da oposição, e Neusinha Santos (PT), e Elias Murad (PSDB), os dois por problemas de saúde.
Saiba mais
O que são as ppps
As parcerias público-privadas (PPP) são acordos fechados entre prefeituras, estados ou União com a iniciativa privada para obras e prestação de serviços. O poder público e as empresas definem as responsabilidades de cada um e a forma de remuneração do investimento. O objetivo é tentar reduzir gastos públicos. Conforme a legislação, os contratos de concessão não podem ter prazo menor que cinco anos e não superior a 35 anos. Em Belo Horizonte, o Hospital do Barreiro, que ainda está em construção, é um dos primeiros projetos do município implementado por PPP.
Fonte: Estado de Minas
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 10:16 0 comentários
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Gestão Partidária do PDT-MG aliou interatividade e conhecimento para seus filiados
Para mostrar que o Partido Democrático Trabalhista de Minas Gerais está preocupado com seus filiados mineiros e gerindo cada vez melhor os processos políticos, o presidente do PDT de Minas, Mário Heringer, realizou a 1ª Reunião de Gestão Partidária neste último sábado (02/07) para discutir o Estado, às eleições de 2012, apresentar melhor os representantes do Partido em Minas para os filiados e dar algumas dicas para os futuros candidatos.
A reunião abriu com a fala do presidente do PDT no Estado, que está bastante otimista com o Partido em Minas "Vamos ser o maior Partido Político deste Estado", afirmou Mário Heringer. Logo após, a fala foi passada para os deputados estaduais de Minas Gerais, que pedem mais fidelidade principalmente dos prefeitos e vereadores do partido. "Queremos companheiros do PDT que apoiem o seu, o nosso Partido, que apoiem o PDT. Caso contrário, é preferível eles irem para o Partido do candidato que eles apoiam nas eleições", informou o deputado Sargento Rodrigues, de igual opinião dos deputados Luiz Carlos de Miranda, Tenente Lúcio e o federal Zé Silva.
No final da manhã, o ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi chegou ao evento e relembrou alguns momentos da sua história com o amigo Leonel Brizola. Além disso, demonstrou seu desejo de que mais vereadores sejam eleitos tanto em Belo Horizonte quanto nas cidades mineiras, e que Minas eleja mais prefeitos pedetistas no Estado.
No início da tarde, a assessora de Comunicação do PDT de Minas, Denise Russo, deu algumas noções básicas do Plano de Comunicação e Propaganda para as campanhas eleitorais, a presidente da Ação da Mulher Trabalhista em Minas, Sirley Soalheiro, falou sobre o papel dos diretórios e comissões provisórias, a sócia da empresa Época Comunicação,
Elaine Wermellinger, palestrou sobre marketing político, e, por fim, Milton da Costa falou sobre os aspectos jurídicos partidários. Logo após, os ouvintes puderam tirar dúvidas sobre os assuntos abordados. Para encerrar, foi dada a palavra para o presidente estadual do PDT, Mário Heringer, que agradeceu a presença de todos e reafirmou que só com muito trabalho e dedicação, os pedetistas conseguirão transformar o PDT um partido cada vez melhor e maior.
Elaine Wermellinger, palestrou sobre marketing político, e, por fim, Milton da Costa falou sobre os aspectos jurídicos partidários. Logo após, os ouvintes puderam tirar dúvidas sobre os assuntos abordados. Para encerrar, foi dada a palavra para o presidente estadual do PDT, Mário Heringer, que agradeceu a presença de todos e reafirmou que só com muito trabalho e dedicação, os pedetistas conseguirão transformar o PDT um partido cada vez melhor e maior.
Vale lembrar que representantes de várias regionais de Belo Horizonte estiveram presentes no evento, confirmando o compromisso com o conhecimento para passar e ajudar amigos e vizinhos de suas regiões. Além da presença do presidente do PDT-BH, Sérgio Miranda, o vereador Bruno Miranda, o tesoureiro do Partido em Belo Horizonte, Luiz Otávio e dos participantes também da Comissão, Renato Cavalcanti e Milton Batista.
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 13:31 1 Comentário
PDT-BH realiza mais um encontro com líderes regionais
Na última quinta-feira (30/06), o Partido Democrático Trabalhista de Belo Horizonte (PDT-BH) se encontrou, mais uma vez, com líderes das regionais da capital. A agenda foi marcada na Câmara Municipal de BH, às 19 horas, e reuniu cerca de 30 pessoas, além da Comissão Política formada por representantes do PDT.
Na ocasião foi relatado o primeiro encontro que a Comissão fez na regional leste de Belo Horizonte, juntamente com líderes daquele local para discutir os problemas da região, tais como educação, saúde, transporte e saneamento básico. Ainda na mesma noite, o tesoureiro do PDT-BH, Luiz Otávio, informou à todos a nova sede do Partido, que agora está situada na Rua Timbiras, 545, no bairro Funcionários, e que a mudança aconteceu para proporcionar maior conforto e segurança para os filiados.
A outra pauta do encontro foi para divulgar o novo blog do Partido de Belo Horizonte, incentivar os líderes a entrarem, divulgarem e ajudarem na atualização da rede com propostas para melhorias da nossa capital. Além disso, Luiz Otávio informou que o mês de julho será mais interativo que o mês anterior, com mais visitas e trabalhos nas outras regiões de Belo Horizonte que ainda não tiveram a presença da Comissão. Para finalizar sua fala, o tesoureiro convidou todos para o comparecimento na reunião de Gestão Partidária do PDT de Minas, acontecida no primeiro sábado deste mês, dia 2, para uma maior interação com o Partido e seus representantes municipais, estaduais e federal. No final, todos os líderes tiveram o microfone aberto para opiniões, sugestões e propostas para uma cidade melhor.
Confira as fotos da reunião!
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 11:48 0 comentários
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Bicicletas e ciclovias
Mais uma vez, vem a constatação de que a cidade não tem a cultura da bike nem faz esforço algum para estimular a população a criar o hábito
Em um tranquilo domingo de junho, um casal chega pedalando suas bicicletas à porta de um restaurante, no Bairro de Lourdes. Com ele, duas crianças pequenas, acomodadas em cadeirinhas cuidadosamente instaladas sobre as barras. A menininha protegida pelo corpo da mãe, o menininho pelo corpo do pai. Uma cena bonita de ser vista por quem aguardava a vez de ocupar uma mesa no salão. Conversando com os presentes, o homem deixou claro que tinham percorrido apenas uma distância pequena desde o prédio em que moram, porque temem pela segurança das crianças e deles próprios ao circular perto dos carros.
Mas, de cara, um problema: onde estacionar as bicicletas? Está claro que jamais deve ter passado pela cabeça do dono do restaurante a necessidade de reservar ou criar algum espaço ou alternativa para os clientes que chegassem sobre bikes, pela simples razão de que quase ninguém vai almoçar pedalando na capital de todos os mineiros. Provavelmente, o empresário até se preocupa com a crescente falta de vagas para estacionar automóveis em qualquer região da cidade, mas bicicleta não faz parte de nossa cultura.
E a cidade dá um passo à frente e outro atrás. Ou dá o primeiro e ficam pendentes todos os passos seguintes. É digna de comemoração a decisão do metrô de permitir que ciclistas embarquem nos trens empurrando suas bicicletas. Mas depois vem a limitação: é somente no turno da noite. Isso quer dizer que, como meio de transporte para valer, a bicicleta ainda não foi considerada. Também, não é tão natural circular com o equipamento pelas estações e plataformas, que, ao serem projetadas, não consideravam essa possibilidade.
Aí, na edição de terça-feira, dia 28, a repórter Flávia Ayer mostra aos leitores do Estado de Minas que as minguadas ciclovias existentes na cidade estão sendo invadidas por automóveis, cujos motoristas devem achar um verdadeiro absurdo espaço tão nobre de uma rua como a Professor Moraes ser reservado a quem ousa andar pela cidade pedalando sobre duas rodas. Além dos carros, sacos de lixo e diferentes obstáculos dificultam a passagem das bicicletas.
Outra ciclovia, na Avenida Dr. Alfredo Camargo, em Venda Nova, o fenômeno já aconteceu há mais tempo e, segundo consta, até comerciantes locais procuram favorecer a reserva do espaço para seus clientes, mas os motoristas, não os ciclistas. Mais uma vez, vem a constatação de que a cidade não tem a cultura da bike nem faz esforço algum para estimular a população a criar o hábito.
É sabido que, para ocupar espaço, os ciclistas devem tomar a iniciativa, mas não dá para encarar os carros dirigidos por motoristas que teimam em não enxergar à sua frente (ou na lateral, ou pelo retrovisor) nada que não seja outro veículo automotor, grandão, do tamanho daquele que eles dirigem. O enfrentamento é desigual e não dá para enfrentar os automóveis, ônibus e caminhões e ficar exposto ao risco de virar notícia trágica.
Nas contas da prefeitura, a cidade tem 22 quilômetros de ciclovias e a previsão de implantar mais 18 quilômetros até o fim do ano. É um passo à frente e os seguintes são anunciados: 138 quilômetros até 2020. Se as metas forem cumpridas, dá para comemorar alguma coisa, mas é melhor não ficar empolgado ao festejar, porque vêm carros de todos os lados e os motoristas não enxergam pedestres ou ciclistas. É a ratificação maior do ditado: seguro morreu de velho.
Mas, de cara, um problema: onde estacionar as bicicletas? Está claro que jamais deve ter passado pela cabeça do dono do restaurante a necessidade de reservar ou criar algum espaço ou alternativa para os clientes que chegassem sobre bikes, pela simples razão de que quase ninguém vai almoçar pedalando na capital de todos os mineiros. Provavelmente, o empresário até se preocupa com a crescente falta de vagas para estacionar automóveis em qualquer região da cidade, mas bicicleta não faz parte de nossa cultura.
E a cidade dá um passo à frente e outro atrás. Ou dá o primeiro e ficam pendentes todos os passos seguintes. É digna de comemoração a decisão do metrô de permitir que ciclistas embarquem nos trens empurrando suas bicicletas. Mas depois vem a limitação: é somente no turno da noite. Isso quer dizer que, como meio de transporte para valer, a bicicleta ainda não foi considerada. Também, não é tão natural circular com o equipamento pelas estações e plataformas, que, ao serem projetadas, não consideravam essa possibilidade.
Aí, na edição de terça-feira, dia 28, a repórter Flávia Ayer mostra aos leitores do Estado de Minas que as minguadas ciclovias existentes na cidade estão sendo invadidas por automóveis, cujos motoristas devem achar um verdadeiro absurdo espaço tão nobre de uma rua como a Professor Moraes ser reservado a quem ousa andar pela cidade pedalando sobre duas rodas. Além dos carros, sacos de lixo e diferentes obstáculos dificultam a passagem das bicicletas.
Outra ciclovia, na Avenida Dr. Alfredo Camargo, em Venda Nova, o fenômeno já aconteceu há mais tempo e, segundo consta, até comerciantes locais procuram favorecer a reserva do espaço para seus clientes, mas os motoristas, não os ciclistas. Mais uma vez, vem a constatação de que a cidade não tem a cultura da bike nem faz esforço algum para estimular a população a criar o hábito.
É sabido que, para ocupar espaço, os ciclistas devem tomar a iniciativa, mas não dá para encarar os carros dirigidos por motoristas que teimam em não enxergar à sua frente (ou na lateral, ou pelo retrovisor) nada que não seja outro veículo automotor, grandão, do tamanho daquele que eles dirigem. O enfrentamento é desigual e não dá para enfrentar os automóveis, ônibus e caminhões e ficar exposto ao risco de virar notícia trágica.
Nas contas da prefeitura, a cidade tem 22 quilômetros de ciclovias e a previsão de implantar mais 18 quilômetros até o fim do ano. É um passo à frente e os seguintes são anunciados: 138 quilômetros até 2020. Se as metas forem cumpridas, dá para comemorar alguma coisa, mas é melhor não ficar empolgado ao festejar, porque vêm carros de todos os lados e os motoristas não enxergam pedestres ou ciclistas. É a ratificação maior do ditado: seguro morreu de velho.
Fonte: Estado de Minas
Postado por PDT 12 - Belo Horizonte às 10:17 2 comentários
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